Total de visualizações de página
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Mostrou a arma por baixo da camiseta e disse:...
Hoje vivenciamos uma experiência que as pessoas sempre pensam que acontece na cidade, bairro, escola ou casa de outra pessoa.
Meu filho, estagiário e professor PSS, voltou chateadissimo de uma das escolas que está trabalhando. A feição dele me chamou a atenção pelo desconsolo e logo perguntei: - Filho, o que houve?
Tentando ainda entender o que havia acontecido ele me repassou o acontecido:- Mãe ele mostrou a arma por baixo da camiseta e me disse: - Vamos ver se voce tem coragem de me mandar para fora de novo.
Era um aluno de 14 anos, de comportamento problemático, provocador, manipulador e autoritário sobre os colegas. Ele já havia sido encaminhado para a direção por mau comportamento, mas não se pode fazer muita coisa, disse a responsável pelas classes.
Não houve outra atitude a tomar pelo meu filho se não retirar-se da classe, comunicar o ocorrido à direção e sair de cabeça baixa, num misto de perplexidade e indignação.
Ficamos pensando sobre isso, fizemos alguns comentários e a decisão dele foi: - Não volto mais para lá mãe. Como terei segurança em ficar de costas para esse menino enquanto estou no quadro de giz ou tento pôr ordem na sala? Eu ainda estou em treinamento e não me exporei dessa forma.
Quem pode julgá-lo? Ou quem pode dizer que ele se acovardou?
A sensação de desconforto piorou ao lembrar do texto em Proverbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele".
Que caminhos temos ensinado aos nossos filhos? Da ira, do revide, da ameaça, da intimidação, do bulling em geral, que ele pode fazer o que quiser que não terá consequencias porque uma arma na mão o faz grande?
Ou que para chamar a atenção de seus pais por causa da rejeição, do medo da solidão, da insegurança, dúvida em sua sexualidade, pela fome de amor que eles sentem dia a dia por causa da ausencia fisica e emocional de seus pais, eles se tornam desobedientes, agridem os menores, desacatam as autoridades e se recusam a crescer na esperança que em algum momento seus pais olhem para eles e lhes digam:
- Me perdoe filho, tenho trabalhado demais, esqueço de voce durante o dia e quando chego em casa preciso relaxar.
Ou:- Meu filho, eu sou dependente de drogas porque me sinto tão sobrecarregado e não presto atenção que voce me olha enquanto eu acho que anestesiar a dor dessa forma faz ela desaparecer. Vou procurar ajuda para voce não ir para os caminhos de morte que eu tenho estado.
Ou que digam:- Meu filho, eu reajo dessa forma irada e descontrolada, agredindo voce, porque tambem fui agredido e não sei o que fazer sobre isso. Preciso de ajuda. Por voce eu irei busca-la.
Ou que reconheçam: -Meu filho, até agora eu só te dei mal exemplo, mas entendo que posso mudar. Vamos andar juntos aprendendo como ser melhor?
"Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele".
Se ensinar vida, ele viverá. Se ensinar morte, ele morrerá.
Avaliemos que caminhos temos indicado aos nossos filhos, aos que estão perto de nós e oremos para que nossa nação possa expressar: "Feliz a nação cujo Deus é o Senhor".
dessa vez com tristeza,
Assinar:
Postar comentários (Atom)

É. Não defendo o aluno de forma alguma, mas tudo é muito mais complexo. Essa é só a ponta do iceberg, né. Tudo isso é resultado, além da educação errônea vinda de casa, de todos os anos de descaso com as classes desfavorecidas no Brasil. Infelizmente, a tendência é piorar cada vez mais, pois não vejo nenhum incentivo do governo para que esse quadro melhore. Os pais tentam. Dão o seu melhor. Às vezes, alguns pais, não se importam mesmo. Mas a grande maioria faz o que pode.
ResponderExcluirRealmente a melhor forma de ensinar é dando exemplo,temos que pedir a Deus sabedoria para educar estas jóias tão preciosas que Ele nos deu!!!
ResponderExcluirConcordo que muitas vezes os problemas vem de dentro das casa, o descaso dos governos, mas também as diretrizes educacionais, em nome do direito de escolha, da não imposição, foram abolidas das escolas o ensino religioso, educação moral e cívica e também tiraram a autoridade do educador, o título já diz tudo...isentaram os professores de exigirem e ensinar educação aos alunos, "a educação é obrigação dos pais" dizem, mas muitos deles também não tem base para tal...então...acontece esse tipo de coisa, e não só no ensino fundamental. Uma grande reforma se faz necessário, realmente devemos orar para que haja consciência, boa vontade política e respeito pelos profissionais da educação para mudança deste quardo horroroso!
ResponderExcluir"Como é possível que uma criança seja educado por qyuem não foi educado?" Jean Jacques Rousseau.